E o Brasil? Bem, neste cenário, nosso país entra como um espaço bastante estratégico para a BYD, GWM e MG, marcas que buscam expansão global. Com ambiente regulatório mais receptivo que aquele dos Estados Unidos e da Europa, o país viu a eletrificação saltar para 9% das vendas totais de veículos leves em 2025 — o mercado nacional somou 2,55 milhões de unidades no último ano.
Como esperado, a BYD segue líder em solo brasileiro e conta sozinha com a maioria absoluta das vendas de modelos 100% elétricos, superando a marca de 111 mil emplacamentos anuais. Enquanto a China segue com a pressão em busca de lucro, a tendência é que estas marcas acelerem investimentos locais e avancem na instalação de fábricas, transformando o Brasil em um polo produtivo.
Por outro lado, a nova intervenção chinesa pode render pressão do governo às montadoras, que vão precisar rever seus modelos de crescimento muito baseados na escala e no volume. Se este for o caso, o setor pode passar a trabalhar com mais foco na rentabilidade e posicionamento do produto, enquanto opera com menos fabricantes competitivos e aproveita a expansão internacional como alternativa de crescimento.
- Fonte: canaltech /
- Autor: Danielle Cassita /
- Data: 19 fevereiro 2026
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